A gestão fiscal do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD) fez com que a Prefeitura de São Caetano do Sul registrasse a maior queda entre os municípios do Grande ABC no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional. O município caiu 985 posições no levantamento divulgado em 2025, passando da 473ª colocação para a 1.458ª, além de deixar de integrar o grupo de cidades detentoras do selo de excelência obtido na edição anterior.
O governo Auricchio, sobretudo em 2024, fez acelerar o volume de dívidas e de despesas sem garantia de pagamento. Essas manobras financeiras fizeram com que a Câmara de São Caetano instalasse uma CPI para apurar a dívida que ultrapassava a casa do R$ 1 bilhão – sendo quase R$ 240 milhões somente em restos a pagar sem fonte de receita. O relatório aprovado pelos vereadores foi encaminhado para órgãos de controle para as devidas providências.
O indicador avalia a consistência, a precisão técnica e a regularidade das informações encaminhadas pelos entes públicos ao Tesouro Nacional, considerando aspectos relacionados à gestão da informação, dados contábeis, informações fiscais e a compatibilidade entre os demonstrativos apresentados. Enquanto outras cidades da região avançaram significativamente no ranking, São Caetano, sob gestão Auricchio, apresentou o maior recuo entre os sete municípios do Grande ABC.
Desde o início da administração de Tite Campanella, a Prefeitura tem adotado medidas voltadas à reorganização administrativa e ao fortalecimento da responsabilidade fiscal, com revisão de programas, reavaliação de despesas, aprimoramento de processos internos e qualificação das informações prestadas aos órgãos de controle. O objetivo é recuperar padrões de excelência na gestão pública, ampliar a transparência e garantir maior eficiência na aplicação dos recursos municipais.
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