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Disque-Denúncia levou Polícia Civil de SP a investigar atuação de falsos médicos em hospital



A segunda fase da Operação Hipócrates, deflagrada nesta terça-feira (26) contra a atuação de falsos médicos em um hospital privado na capital paulista, terminou com um preso e a apreensão de celulares, notebook, medicamentos e equipamentos médicos usados pelos envolvidos. Outro homem que se passava por profissional da saúde foi identificado, mas fugiu para outro país e está foragido. As investigações sobre o esquema criminoso começaram após uma denúncia feita ao Disk Denúncia.

“Em 16 de dezembro, as equipes do 22° Distrito Policial, em São Miguel Paulista, tentaram fazer a prisão desse suspeito, mas a própria direção do hospital atrapalhou. Como ele sabia que era um alvo, fugiu para o Chile, mas já estamos em contato com as autoridades competentes para que esse homem seja punido”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, durante coletiva de imprensa.

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Cerca de 2 mil atendimentos irregulares

Outro falso médico também foi identificado no decorrer das investigações. Os dois teriam realizado cerca de dois mil atendimentos ao longo de dois anos de atuação em uma unidade de saúde privada na zona leste da capital. Segundo apurado, nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados.

O delegado titular do 22° DP, Mariano de Araújo, contou que as apurações prosseguem, uma vez que a lista de possíveis vítimas atendidas pelos suspeitos pode ser maior. Além disso, há registros de que um dos envolvidos tenha atuado no atendimento emergencial de outro hospital.

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Ainda segundo delegado, o homem preso nesta terça ainda estaria prestando atendimento por telemedicina. Durante os trabalhos policiais, ele foi flagrado, inclusive, recebendo uma cliente na rua do apartamento para aplicar uma medicação.

“Foi um excelente trabalho que começou no ano passado, após esse relato no Disque-Denúncia. Desde o primeiro momento, a equipe se mobilizou para investigar e solucionar esse caso, por isso a importância da denúncia”, completou o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.



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