A Operação Apertem os Cintos, realizada pela Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (9), chegou a três prisões por exploração sexual de crianças e adolescentes. Além do piloto de avião suspeito de chefiar a rede, a operação prendeu a avó de três crianças e a mãe, ambas suspeitas de vender imagens de menores. Ao todo, as investigações já identificaram ao menos 10 vítimas.
“Foi um trabalho de meses de investigação que conseguimos esclarecer. As imagens que temos são de outro mundo, não esperamos isso de um ser humano. O trabalho da equipe da doutora Ivalda [Aleixo] foi excepcional e resultou na prisão do piloto e de mais duas pessoas”, disse o secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves.
De acordo com as investigações, o piloto, de 60 anos, pagava de R$ 50 a R$ 100 por pornografia infantil em esquema que contaria com a participação das outras duas mulheres presas. As vítimas tinham 10, 12 e 14 anos na época do crime.
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“Ele [piloto] e a avó estão em prisão temporária. A nossa surpresa foi a outra vítima. Descobrimos na casa desta mãe que ela também sabia o que estava acontecendo. A mãe está sendo presa em flagrante por armazenar e transmitir esse material”, revelou a delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
Operação Apertem os Cintos
São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
A operação cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados e dois de prisão temporária. As diligências são realizadas na capital paulista, incluindo o Aeroporto de Congonhas, e em Guararema, na região metropolitana, com a participação de 32 policiais civis e 14 viaturas.
As provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.
“É um crime muito grave que começou em outubro do ano passado e hoje conseguimos deflagrá-lo e prender os criminosos. São fatos estarrecedores que conseguimos tirar de circulação”, ressaltou Artur Dian, Delegado-Geral da Polícia Civil. As investigações continuam com apreensão de celulares.
A Polícia Civil ressalta que a operação tem por finalidade cessar imediatamente a atuação criminosa, resguardar a integridade física e psicológica das vítimas, identificar outros autores e vítimas, preservar provas essenciais e assegurar a efetividade da investigação diante da gravidade dos fatos apurados. E não descarta novas prisões e identificação de novas vítimas do esquema criminoso.
Os mandados foram deferidos pela Justiça em razão da materialidade delitiva, dos fortes indícios de autoria, da gravidade concreta dos delitos, do elevado risco de reiteração criminosa e da possibilidade concreta de ocultação, destruição ou adulteração de provas, especialmente de natureza digital.













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