Responsável por gráfica usada pelos falsificadores foi preso em flagrante
A Polícia Civil de São Paulo apreendeu materiais usados na falsificação de bebidas alcoólicas durante a Operação Holograma, na terça-feira (6), em Bauru, no interior de São Paulo. A ação foi realizada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Em uma gráfica localizada na Vila Engler, os policiais encontraram 19 matrizes para impressão de rótulos, 20 rótulos para estampar garrafas, três selos para bebidas alcoólicas, um rolo de fita holográfica e cinco tampas usadas em garrafas de bebidas. Também foram apreendidos outros materiais relacionados à produção dos itens.
Segundo a investigação, a estrutura identificada em Bauru estaria voltada à etapa gráfica da produção de bebidas falsificadas, com a confecção de rótulos, etiquetas, lacres, selos e outros componentes usados para dar aparência de autenticidade aos produtos.
Durante as buscas, também foi localizada uma ordem de serviço em nome de uma empresa sediada em São José do Rio Pardo, que foi apreendida para análise da origem da contratação e do destino dos materiais produzidos.
O responsável pelo estabelecimento foi preso em flagrante por suspeita de falsificação de papéis públicos, posse de materiais usados para falsificação e crime contra registro de marca. Ele foi encaminhado à 1ª DIG de Bauru, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Capacitação ajuda policiais a identificar bebidas falsificadas e adulteradas em SP
A identificação de bebidas falsificadas, adulteradas ou comercializadas irregularmente exige conhecimento sobre características que muitas vezes passam despercebidas pelo consumidor. Para aprimorar esse trabalho, policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, recebem capacitação técnica para reconhecer indícios de fraudes e outras irregularidades nesse tipo de produto.
“O combate ao mercado ilegal de bebidas exige atualização constante e integração entre os órgãos”, afirmou o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg. Segundo ele, o conhecimento técnico auxilia os policiais durante fiscalizações e investigações. “Esse treinamento frequente fortalece a capacidade técnica dos policiais na identificação de irregularidades e contribui diretamente para ações mais eficazes contra a falsificação de bebidas alcoólicas”, disse.
Os policiais receberam orientações sobre sinais que podem indicar irregularidades, como a comercialização de produtos e sabores inexistentes no mercado oficial, além de inconsistências nos materiais utilizados nas embalagens e nos mecanismos de vedação das garrafas.
Polícia Científica auxilia na identificação de bebidas adulteradas
A Polícia Científica também atua nas investigações relacionadas à falsificação de bebidas alcoólicas. Após apreensões realizadas pelas forças de segurança, as garrafas são encaminhadas para análise pericial, que envolve exames documentais e laboratoriais capazes de identificar adulterações e substâncias tóxicas.
O trabalho começa pela verificação externa das embalagens, com análise de lacres, selos, rótulos e tampas em busca de irregularidades que possam indicar a reutilização de garrafas originais ou a falsificação de embalagens.
Na etapa laboratorial, as amostras passam por análises químicas para detectar substâncias como o metanol, composto tóxico que pode causar graves danos à saúde. Os exames utilizam equipamentos capazes de identificar e separar os componentes presentes no líquido, permitindo verificar se a composição está dentro dos padrões legais.
A atuação das forças de segurança e o trabalho pericial auxiliam na identificação da origem dos produtos e na investigação de fábricas clandestinas e fornecedores envolvidos na produção e comercialização ilegal de bebidas no estado.














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