Vereador é alvo de inquérito do Ministério Público que apura possível manutenção de servidores sem exercício regular de função
Um dos nomes cotados para presidir o diretório do PL em São Caetano, o vereador Matheus Gianello (PL) é alvo de um inquérito civil do Ministério Público do Estado de São Paulo que apura suspeitas de “funcionários fantasmas” e possível uso irregular de pessoal sem portaria no gabinete parlamentar.
De acordo com elementos reunidos no âmbito da investigação, documentos e registros biométricos da própria Câmara indicariam que dois assessores nomeados apresentaram baixa frequência ao trabalho, enquanto também é apurada a eventual atuação de pessoas sem vínculo oficial exercendo atividades no gabinete.
Os dois assessores mencionados nos registros foram posteriormente exonerados. A exoneração, no entanto, não encerra a apuração, que segue analisando as circunstâncias em que as nomeações e atividades teriam ocorrido.
Não há, até o momento, informações públicas atualizadas que detalhem a atual composição do gabinete ou esclareçam se as situações apontadas na investigação foram integralmente sanadas.
Há uma crise aberta no PL de São Caetano a partir de decisão da comissão estadual do partido que resultou na expulsão do prefeito Tite Campanella. O prefeito criticou a atuação de senadores paulistas, entre eles Astronauta Marcos Pontes, em meio ao cenário de tensão interna.
Diante desse contexto, os quatro membros da diretoria são-caetanense, os vereadores Cicinho Moreira, Caio Salgado, Luís Galarraga e o presidente da Câmara, Dr. Seraphim, participam das discussões sobre os rumos do partido. O deputado estadual Thiago Auricchio tem atuado na articulação para organizar a transição e definir uma nova nominata.
No cenário que se formou, o vereador Matheus Gianello movimenta sua candidatura à presidência do diretório. Paralelamente, pesa o fato de que ele é alvo de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, em 25 de fevereiro de 2026, que apura suspeitas relacionadas à possível existência de “funcionários fantasmas” e uso irregular de pessoal em seu gabinete parlamentar.
Gianello não é figura nova no enredo do PL são-caetanense. Em junho de 2025, foi um dos dois únicos vereadores a votar contra a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o rombo de R$ 1,1 bilhão deixado pelo ex-prefeito José Auricchio Júnior. A justificativa apresentada pelo próprio parlamentar foi a de que havia sido secretário ordenador de despesas na gestão e, por isso, não se sentia à vontade para votar.
Gianello integrou a gestão do ex-prefeito José Auricchio Júnior como secretário ordenador de despesas, função que ele próprio citou ao justificar voto contra a CPI da Dívida. O relatório da comissão aponta possíveis crimes na condução fiscal da administração e foi encaminhado a órgãos de controle, conforme noticiado pelo Diário do Grande ABC.
Nesse contexto, a eventual escolha para a presidência do diretório ocorre em meio a um ambiente político marcado por investigações e questionamentos, enquanto o próprio vereador é alvo de inquérito civil ainda em andamento no Ministério Público, sem conclusão até o momento.
O espaço permanece aberto para eventual manifestação do citado.
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